Seguidores

Capitulos

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Capítulo 13

Vanessa: O jantar está servido, e me desculpem por não ficar. –Disse pegando a bolsa.
Ashley: Tens certeza de que não quer que a gente vá com você?
Vanessa: Eu deixei a sobremesa passar do ponto e vocês são convidados...
Ashley: Continuo sendo sua amiga. – A loira revirou os olhos. – Posso ir com você.
Vanessa: Vocês chegaram hoje e...
Kristen: Aceita, por favor. Os gêmeos finalmente me deram um pouco de sossego, mas se ela não for, vai ficar me perturbando.
Vanessa: Tudo bem. – Concordou revirando os olhos.
Ashley: Yay! – Comemorou. – Vamos as três, como nos velhos tempos.
Kristen: Sério?
Ashley: É, sério. – Lançou um olhar para a ruiva.
Kristen: Vamos então. – Se levantou de cara amarrada.

Vanessa pensou em dizer que ela poderia ficar, mas achou melhor não contrariar a loira. Desde que havia buscado as amigas no aeroporto, percebeu que Ashley não estava bem e sabia que envolvia Scott. Ela não havia falado nele em nenhum momento além de quando Alex questionou por sua presença, mas logo mudou de assunto.

Kristen: Acho bom eu ganhar a maior parte da sobremesa. – Reclamou.
Ashley: E qual será sua desculpa? Não estas mais grávida para comer tanto.
Kristen: A desculpa é “não jantei direito e não comi quase nada no voo”.
Ashley: Bem...
Kristen: E eu estou amamentando duas vezes mais do que uma pessoa normalmente amamenta.
Vanessa: Já entendemos. – A morena disse ligando o carro. – Não vamos demorar e vai dar pra vocês terminarem de jantar; o mercadinho é aqui perto e eu liguei pedindo para reservarem uma torta de limão com chocolate.
Ashley: A favorita de Riley? Achei que ele estava de castigo.
Vanessa: Como sabes?
Ashley: Ele trancado no quarto e sendo monossilábico? Ok, ele nunca foi de falar muito, mas estava quieto demais e você também. O que houve?
Vanessa: É difícil. – Suspirou. – Findou que ele disse que preferia morar com o pai e eu precisei me controlar para não lhe dar um tabefe.
Ashley: E o Alex?
Vanessa: Diz que está do meu lado, mas não vejo dessa forma. Eu não quero falar disso.
Ashley: Mas precisa. Sinto-te muito cheia, sabe?
Vanessa: E estou, mas não quero falar disso. – Repetiu.
Ashley: E por quê não?
Vanessa: E o Scott? – Tentou virar o jogo.
Ashley: Vanessa, você é casada há cinco anos. Acho que está na hora de superar o Zac e seguir em frente.
Vanessa: Eu já o superei, apenas não aceito meu filho dizendo que o prefere sendo que ele nos abandonou!
Ashley: Diz o nome dele! Tu nunca o faz. – V engoliu em seco. – Ele ainda mexe contigo?! – Aquilo era mais uma afirmação do que uma pergunta.
Vanessa: O que mexe comigo é meu filho ficar contra mim e meu marido não saber de que lado ficar.
Ashley: Riley só está numa má fase. – Disse olhando o movimento da rua. Estavam paradas num semáforo e a loira estava encantada com o céu estrelado.
Vanessa: Ele ainda é novo demais para entrar nas crises de identidade.
Kristen: O que ele sabe do Chace?
Vanessa: Que é o tio e tem um filho. – Deu de ombros.
Kristen: E como é a relação de vocês na frente de Riley?
Vanessa: Não é das melhores, mas eu tento. Porquê?
Kristen: É obvio que tu não superou o que o Zac fez, me deixe falar. – Pediu quando Vanessa abriu a boca. – Não vou te obrigar a fazer isso, afinal, a vida é tua. O que quero dizer é que pode haver uma possibilidade de Riley achar que Chace é o pai.
Vanessa: Ele deixou claro que ele é o tio. –Falou estacionando. – E até conversaram sobre o filho dele e sobre serem primos.
Ashley: Riley lê muitos livros e tem imaginação fértil. Eu não estranharia se ele pensasse que Chace é o verdadeiro pai, afinal, são tão parecidos.
Vanessa: Claro, os dois são irmãos. – Se referiu a Zac e a Chace.
Kristen: Mesmo assim. Tu és...
Vanessa: Psicóloga, eu sei, mas não sou advinha. – Bufou. As vezes as pessoas falavam como se sua profissão lhe desse algum tipo de poder sobrenatural.
Kristen: Eu ia dizer mãe, mas sim, também és psicóloga. Deverias saber juntar as duas coisas.
Vanessa: Riley está apaixonado por uma professora, mudou de país recentemente e conheceu alguém da família do pai. – Deu de ombros. – Meu lado profissional afirma que é por isso, mas o meu lado mãe diz que tem algo mais.
Ashley: E o meu de amiga diz que tu estás vendo demais. Ele é só uma criança!
Vanessa: E é a cópia fiel do pai. Teimoso e turrão igual ele, desde sempre foi assim. – Suspirou novamente e as amigas se entreolharam. – O que?
Ashley: Estás tão suspirante. Se sente bem?
Vanessa: Me sinto cansada. O dia foi puxado, só isso.
Ashley: Acho que tem algo mais.
Kristen: Eu também. Te achei diferente, não sei.
Vanessa: Estou um pouco abatida, apenas isso. Tenho perdido sono recentemente e o pior é que eu nem sei o porque.
Ashley: Algum trabalho difícil?
Vanessa: Antes fosse. Na verdade, estou trocando o dia pela noite. Meu corpo fica super elétrico durante a noite, mas de dia só quer saber da cama.
Kristen: Interessante.
Vanessa: O que?
Kristen: Também fiquei assim quando engravidei.
Vanessa: Mas eu não. – Sorriu.
Ashley: Ficou sim, principalmente quando não sabia ainda. Até achamos que estavas doente, lembra-te?
Vanessa: É diferente.
Ashley: Vai me dizer que não há possibilidades?
Vanessa: Mas eu me cuido.
Ashley: Com injeções, e isso não é tão confiável.
Kristen: Meus filhos que o dizem. – Sorriu. – Acho que seria bom um bebê agora, e tu o que achas?
Vanessa: Com um casamento em crise e um filho rebelde?
Ashley: Você não pensa em ter filhos com Alex?
Vanessa: Talvez um dia, mas no momento, não seria algo bom.
Ashley: Quando foi a ultima vez que tiveram relações?
Vanessa: Meninas, por favor. – Sorriu para a balconista que estava ouvindo a conversa. – Eu liguei pedindo para reservar uma torta de limão e chocolate.
Balconista: Sim, senhora. Vou buscar. – Avisou indo para os fundos do mercado.
Ashley: Então, a resposta.
Vanessa: Isso é pessoal.
Ashley: Eu sou sua amiga e até te levei para a sua primeira vez.
Vanessa: E eu saí grávida, nossa, te agradeço. – Ironizou.
Kristen: E deu a volta por cima! Você é um exemplo.
Vanessa: Meu filho não pensa assim.
Ashley: Somente por que é inocente. – A abraçou. – Um dia, quando ele for maior e souber como as coisas funcionam, tenho certeza que pedirá desculpas por estar te tratado assim.
Vanessa: Só queria que ele entendesse que eu quero o melhor pra ele.
Kristen: E ele vai entender, na hora devida. – Viu que a balconista tinha voltado e sorriu.
Balconista: Aqui, senhora. – Lhe entregou o pacote.
Vanessa: Isso está no prazo? Que cheiro horrível. – Precisou controlar o refluxo que sentiu.
Balconista: Sim, é de hoje de manhã, senhora.
Vanessa: Acho que algum ingrediente estava vencido. – Olhou para as amigas. – Vocês não estão sentindo?
Ashley: Só sinto o aroma delicioso de limão e chocolate.
Balconista: Senhora, eu juro que não tem nada estragado. Sempre olhamos bem as datas de validade.
Kristen: Tudo bem, nós acreditamos. É que a nossa amiga está precisando se readaptar aos sintomas de gravidez, sabe?
Vanessa: Mas eu não...
Kristen: Se acostumou, nós sabemos. – Sorriu para a funcionária que parecia mais relaxada. – Quanto que deu tudo mesmo?
Balconista: O senhor Alex tem uma conta aberta que só é fechada no final do mês. – Sorriu para Vanessa. – Vocês vão ter um bebê? Isso é bom. La magia italiana.
Vanessa: Tudo não passa de suspeitas. – A morena sorriu forçada. – Bem, precisamos ir. Depois eu passo aqui e acerto tudo. Boa noite. – Agradeceu e saiu as pressas.
Kristen: Que cara é essa?
Vanessa: Porquê tu disseste aquilo? Não estou grávida!
Kristen: Acho que estás, e meu sexto sentido nunca falha.
Vanessa: Olha, eu sei o que tu estás sentindo agora. Queres que todas que te rodeiam engravidem por que é tudo maravilhoso, mas acredite, não é assim que funciona.
Ashley: Não briguem, por favor. – Pediu. – Eu estou com a Kristen, amiga, desculpa. Você está com o rosto mais redondo.
Vanessa: Achei que estivesse abatida. – Ironizou entrando no carro.
Ashley: Quem insinuou isso foi você. Só comentamos que estavas diferente, e tu começou a contar do sono em excesso durante o dia e a falta dele durante a noite.
Kristen: Seria melhor se tu fizesse um exame de sangue para saber. Nada de farmácia.
Ashley: Concordo com a Kristen novamente.
Vanessa: Vou pensar nisso. – Suspirou. – Por favor, não falem disso pra ninguém, ok? Nem para o Robert. – Olhou a ruiva.
Ashley: Você precisa contar para Alex. – A loira disse enrolando a ponta dos cabelos. – Se você estiver realmente grávida, ele precisa estar preparado junto com você.
Vanessa: Vou pensar nisso.
Kristen: Vocês precisam fazer as pazes. – Disse chamando a atenção da morena. Kristen nunca falou nada de ruim a respeito de Alex, mas também não parecia aprovar a relação. – Ele é o seu marido e também será o pai do bebê.
Vanessa: Nem sabemos se estou realmente grávida. – Avançou o semáforo. – Só peço que controlem a língua perto dos meus pais e de Riley. Não sei como ele reagiria.
Ashley: Talvez seja disso que ele precisa. – Vanessa deu de ombros querendo que o assunto encerra-se.

Chegaram próximo a casa de Vanessa e viram um carro estacionado perto da garagem.

Ashley: Visitas a essa hora?
Vanessa: Ah não. Eu sabia que tinha esquecido de uma coisa. – Bufou.
Ashley: Quem é?
Vanessa: Chace. – Suspirou pensando na confusão que encontraria. – Riley insistiu tanto para ele aparecer no jantar e trazer o filho que tive que aceitar, mas ele me disse que não viria cedo. – Desligou o carro. – Não tive tempo de conversar com meus pais sobre isso.
Ashley: Alex deve ter controlado a situação.
Vanessa: Talvez sim, talvez não. Quando brigamos eu espero tudo, e depois da briga de hoje...
Ashley: O que aconteceu?
Vanessa: Longa história.
Ashley: É sempre uma história longa, algo complicado, difícil de se lidar... Suas desculpas estão acabando.
Vanessa: Não preciso disso agora, Ashley. – Saiu do carro com o pacote nas mãos. – Ok, paz interior. – Respirou fundo antes de abrir a porta. – Olha quem chegou com a sobremesa.
Riley: Mamãe, olha quem está aqui. – A abraçou pelas pernas a desequilibrando.
Vanessa: Vai devagar, filho. – Pediu sorrindo. Havia tempos que não era tão bem recebida. – Olá, Chace. Achei que viria mais tarde. – Comentou tentando manter a voz casual.
Chace: Bem, eu não sabia se teria como vir depois e preferi aparecer por dois minutos já que prometi. – Disse enquanto embalava o pequeno nos braços.
Vanessa: É o teu filho?
Chace: Sim. – Suspirou nervoso.
Vanessa: O que ele tem? – Questionou se aproximando. O bebê choramingava e reclamava baixo.
Chace: Não faço ideia. Desde cedo que Mikael reclama e chora. Não sei mais o que fazer.
Vanessa: Talvez sejam cólicas.
Chace: Já dei remédio, fiz massagem, mas nada resolve.
Vanessa: Me da ele aqui. – Entregou a sobremesa para Riley e ergueu os braços; Chace a olhou intrigado. – Não vou fazer nada demais. – Pegou o pequeno no colo. – É Mikael, né? – Chace concordou com a cabeça. – O que você tem, pequeno? Me diga. – O embalou e ele choramingou mais alto. – Como tem sido a rotina dele nos últimos dias?
Chace: A mesma de sempre.
Vanessa: Oh meu Deus. – Olhou maravilhada para a criança.
Chace: O que foi?
Vanessa: Riley tem o mesmo sinal atrás da orelha. – Sorriu.
Chace: É do meu pai. – Sorriu sem jeito. Sabia muito bem como David fora rude com o relacionamento de Zac e Vanessa, e depois como reagiu com a história da gravidez. Arrependeu-se de ter comentado a origem da marca.
Vanessa: Ele se parece tanto com você. – Olhou para Chace. – E com Riley também. – O beijou atrás da orelha. – É um mini Riley mesmo, olha esse sorriso. Você é um garotinho sapeca, hein?
Riley: Posso pegá-lo?
Vanessa: Ele é muito pequeno ainda, meu amor. – Sorriu para o filho. – É idêntico a você, sabia?
Riley: Sério?
Vanessa: Sim. – Sorriu. Riley parecia finalmente ter voltado a ser o mesmo de antes. – Agora, vamos vê se é realmente sua cópia fiel. – O levou até a cozinha sendo seguida pelo filho e por Chace. Parou debaixo do depurador de ar do fogão e o ligou. – Quando Riley chorava muito, esse som o acalmava. – Explicou embalando o bebê nos braços. Cinco minutos depois Mikael já dormia tranquilo. – Bem, funcionou com esse aqui também.
Chace: Você tem um dom para lidar com os Efron’s, sabia?
Vanessa: É o que parece. – Respondeu e lhe entregou o filho. – Ele é um bom garoto, apenas precisa da mãe em certas horas.
Chace: Faço o possível para suprir suas necessidades, mas vejo que fracassei.
Vanessa: Não se culpe. Tenho certeza de que fazes o melhor, só que mãe é mãe. – Deu de ombros. – Você nunca poderá preencher esse vazio.
Chace: Posso te ligar quando surgirem essas dúvidas?
Vanessa: Achei que a Kim tinha uma filha. – Não entendeu o por que daquela tentativa de reaproximação.
Chace: E tem, mas já é adolescente.
Vanessa: Mãe é sempre mãe.
Chace: Não de um Efron. – Disse e ela se calou. Sabia o que ele queria dizer.
Vanessa: Bem, podes me ligar, mas somente em situações extremas e veja a hora. Sempre!
Chace: Obrigado. Eu preciso ir agora; me desculpe pela intromissão.
Vanessa: Tudo bem, ahn, cadê o Alex? – Olhou para a sala e não encontrou o marido.
Ashley: Subiu. – Ashley respondeu e Vanessa entendeu o que ela quis dizer pelo olhar.
Vanessa: Eu vou ver se ele vai querer a sobremesa agora. – Disse e subiu as escadas o mais rápido possível.
Chace: Bem, eu preciso mesmo ir.
Ashley: Pai solteiro? A garota tentou dar o golpe da barriga também? – Ironizou.
Chace: Sou viúvo na verdade. Ela morreu no parto. – Olhou o filho que dormia nos seus braços e se lembrou de quando recebera a noticia da morte da esposa.
Ashley: E como David reagiu com a gravidez? Ameaçou matá-la por querer dar o golpe da barriga?
Chace: Olha, eu entendo tua vontade de proteger a amiga, mas Vanessa é bem crescida e sabe se defender, e outra, eu não tenho nada a ver com esse assunto. Nem com David fui criado.
Ashley: Todos são farinha do mesmo saco.
Chace: Qual o motivo de tanta revolta?
Ashley: Tu estás me gozando, certo? – Riu irônica. – Teu irmão abandonou minha amiga quando ela mais precisou!
Chace: E ela o enganou!
Ashley: Tu não tens ideia do que falas! – Gritou se levantando farta. – O enganou? Quem desapareceu foi ele mesmo sabendo que ela carregava um filho.
Vanessa: Vocês podem calar a boca? – Ela berrou descendo as escadas. – Meu filho não tem que ouvir essas coisas. – Encarou Ashley que abaixou a cabeça. – E você, Chace, achei que já estava de saída.
Chace: Sim, eu estou. Tchau, Riley. – Acenou para o sobrinho e saiu pela porta.
Vanessa: Meu amor, porquê você não leva um pedaço de torta para seu pai? Ele não está se sentindo bem. – Encaminhou Riley até a cozinha e abriu o pacote. – Que cheiro horrível. – Repetiu.
Riley: De que? – Olhou a mãe confuso. – Estás se sentindo bem, mamãe? Estás pálida.
Kristen: Como nos velhos tempos. – A ruiva sorriu.
Robert: Não entendi. É alguma doença? – Perguntou confuso. Kristen colocou a mão no ventre e viu o esposo arregalar os olhos. Apontou para Vanessa antes que ele entendesse mal. – Ela está grávida?
Kristen: Talvez. – Sorriu.
Greg: Outro filho? – Questionou severo e Vanessa apressou-se em levar Riley para as escadas. – No que estás pensando, Vanessa? Um filho de cada homem?
Vanessa: O senhor poderia falar baixo? Meu filho não tem que ouvir essas coisas. – Olhou para Ashley. – Se bem que já ouviu demais, não é, Ashley?
Ashley: Juro que não foi proposital. – Suspirou. – Vê-lo na minha frente tão seguro de si como Zac era... Não consigo acreditar que ele realmente fez aquilo.  – Olhou para a amiga. – Você ouviu o que ele disse? Algo sobre engano.
Vanessa: Não interessa nada disso, e sim, o que meu filho ouviu. Ele é uma criança e não tem que saber de tudo nos mínimos detalhes. – Suspirou. – Se não me bastassem os problemas, ainda posso estar grávida.
Ashley: Achei que confiava nos seus métodos. – Ironizou.
Vanessa: Não me amole. Você errou tendo essa discussão no meio da sala com meu filho presente.
Greg: Nós também não queríamos ter ouvido isso.
Vanessa: Papai, agora não. – Voltou a olhar para a amiga. – Tu vais pensar em algum modo de distração para Riley nesse fim de semana, entendeu? E cada vez que ele tentar tocar no assunto, tu que vais distraí-lo. – Apontou-lhe o dedo na cara.
Ashley: Esquece o Riley por um momento e pensa no que o Chace disse. – Seguiu Vanessa até a cozinha. – Ele afirmou que tu enganaste o Zac. Tem algo de errado nessa história.
Vanessa: Para mim está tudo claro. Chace está do lado do irmão ou então foi enganado por ele. Tu sabes que eu fui à vítima.
Ashley: Ele deve ter um motivo para achar que tu enganaste o Zac. Talvez pense que a perca de memória foi falsa?!
Vanessa: Ele nem deve saber disso, e caso saiba, não comentem sobre. Para mim, os dois primos se juntaram para me afastar dessa família e conseguiram. – Bufou. – O que mudou agora é que penso que Chace também está metido nisso.
Ashley: Eu acho...
Vanessa: Pare de achar e pare de remexer no passado. Está tudo terminado, Ashley. Eu casei e...
Ashley: E não superou! Você precisa fazer isso, afinal, pode estar grávida. – Bufou. – Achas que Alex não percebe que o Zac ainda mexe contigo?
Vanessa: Pare de dizer o nome dele, e não, eu não acho isso por que não é verdade.
Ashley: Então diga o nome dele!
Vanessa: Esqueça o passado, Ashley! Tudo morreu naquele incêndio. Ele me deixou sem nem olhar pra trás, e só por que o Chace está aqui, não significa que temos que reviver aqueles momentos.
Ashley: Talvez seja mãe novamente, e mesmo assim tu preferes alimentar o ódio pelo ex. Por mais que diga que esquecestes o passado, eu sei que não é verdade. Nem ao menos diz o nome dele.
Vanessa: E para que vou fazer isso? Isso é desperdício de tempo.
Ashley: Tu precisas descarregar essa energia negativa. Aproveita teu marido, teu filho e essa gravidez. Se não estiveres grávida, poderia planejar ficar de verdade. O casamento de vocês precisa de um incentivo.
Vanessa: Quem és tu para me dizer o que fazer com o meu casamento? Não tem nem meses e já está enfrentando problemas.
Ashley: Quem és tu e o que fez com minha amiga? – Questionou com os olhos marejados. – Tu és um monstro! Eu só quero te ajudar e é assim que retribui?
Vanessa: Eu não pedi tua ajuda.
Ashley: Como eu não pedi a tua para lidar com o meu casamento! Eu sei o que estou enfrentando e tu nem ao menos se disponibilizou para me ouvir. Só sabes reclamar e reclamar. Tu tens uma vida maravilhosa, marido e filho, e mesmo assim fica se prendendo ao passado. Assim nunca serás feliz. – Falou e foi para a sala. – Me desculpem, mas eu não vou ficar numa casa em que não sou bem recebida.
Kristen: Mas tu não conheces nada aqui. As duas estão de cabeça quente e...
Vanessa: Se ela quiser ir, que vá, se não, tem um quarto sobrando. – Falou indo para as escadas. – Tenham uma boa noite. O ultimo a subir, apague a luz.

>>>>>>>>>>>>>>>

Chace: Ela soube cuidar dele tão bem. – Sorriu encarando o irmão. – Ela é uma ótima mãe.
Zac: Deve ser mesmo. – Deu de ombros.
Chace: Ainda queres continuar com o plano?
Zac: Sempre perguntas isso. – Bufou. – Já disse que sim, e tu sabes que eu não volto atrás.
Chace: Poderias ao menos reconsiderar? Teu filho precisa dela também. É a mãe!
Zac: Achei que eles estavam passando por problemas. – O encarou.
Chace: Digamos que ele a recebeu muito feliz e carinhoso. Acho que o castigo fez efeito.
Zac: Castigo? O que ela fez com meu filho?
Chace: Apenas o deixou no quarto pela tarde, não se preocupe, ela não é violenta, tu a conheces.
Zac: Achei que conhecia. – Disse se levantando. – Acho bom você não ter influenciado nada nessa mudança dele. – Comentou enquanto enchia seu copo de uísque.
Chace: Eu? Imagina. – Sorriu nervoso. – Bem, Ashley falou algo que me deixou intrigado. Ela insistiu que tu abandonas-te Vanessa.
Zac: Ela nunca vai confessar que me traiu, tu sabes. – Disse dando de ombros.
Chace: Se tu tens tanta certeza...
Zac: Eu vi!
Chace: Certo, mas e como sabes que o filho não é de Matt?
Zac: O filho é meu, eu sei disso. É idêntico a mim quando era criança.
Chace: E de acordo com Vanessa, Mikael também.
Zac: Somos irmãos, e Matt é um primo distante. – Suspirou farto. – Algo mais?
Chace: Bem... – Sentiu o telemóvel vibrar dentro do bolso. – Uma mensagem de Riley. – Sorriu, mas logo ficou sério novamente.
Zac: O que houve?
Chace: Ele diz que ouviu uma conversa dos pais e parece que a Vanessa está grávida. – Disse engolindo em seco. Zac socou a mesa o assustando. – Ei, vai com calma. É só uma suspeita.
Zac: Porquê eles conversam isso na frente do meu filho?
Chace: Riley ouviu a conversa. Tenho que conversar com ele sobre esse hábito de ouvir atrás das portas. Algum dia ainda vai se dar mal.
Zac: Vanessa deve ter comemorado aos gritos.
Chace: Não passe a mão na cabeça de Riley. Se bem que ele só está fazendo o que tu fazias na idade dele. – Sorriu, mas Zac não o acompanhou. – O que estás pensando?
Zac: É bom ela ter outro filho mesmo, assim, não sentirá tanta falta de Riley. Boa noite. – Disse saindo do escritório deixando Chace preocupado.

(S2S2S2S2S2)

Olá, meninas. Então, aqui está o capítulo de número treze. Parece que os encontros não foram muito bons. Zac está sendo rude com a Vanessa, concordam comigo? Como ela também está sendo com ele. E pensar que isso tudo seria mais fácil se eles sentassem e conversassem. E essa suspeita de gravidez? Será? O que acham? Comentem. O próximo a Margarida que irá fazer, então, mimem ela. Agradecemos a quem comentou por escrito e a quem deixou sua opinião nos pequenos quadrados.
Xx

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Capítulo 12

Perante os próximos dias, Vanessa não teve como colocar-se entre a relação de seu filho com Chace. O miúdo gostava dele, era um facto; conversavam bastante, e Vanessa entendia que Riley queria, quase exigia, criar uma conexão com a família de seu pai. O que ela não podia entender é porque tinha que ser tão rápido e á maneira de seu filho, apenas o que ela conseguia enxerga bastante bem é que aquela relação a deixava completamente de fora da vida de Riley; até Alex estava mais dentro daquele “grupo” e ela por vezes acreditava que era por serem todos homens, mas não conseguia entender. Diziam que eram apenas ciúmes de mãe, mas ela apenas queria proteger seu filho. Não acreditava em Chace e nem o faria; a vida lhe tinha ensinado como o ser humano podia ser cínico, egoísta, maldoso e principalmente, mentiroso.

Chace: Então os teus pais vêm de visita? – Questionou mal entrando pela porta. Tinha estado as SMS's com Riley e ele já lhe tinha ditos as novidades.
Vanessa: Sim…- Deu espaço para Chace entrar na sala e Alex apenas o cumprimentou com um pequeno gesto de sua mão não saindo detrás da mesa onde revisava alguns testes. – E já agora as minhas amigas também, sabes, Ashley e Kristen. – Sorriu de lado pensando seriamente em tirar o telemóvel de seu filho.
Chace: Entendi. Isso de manter uma amizade tão antiga não deve ser fácil, mas vocês têm uma conexão forte, chega a ser bonito. – Falou amistosamente tentando quebrar aquelas barreiras da morena.
Vanessa: Meus, pais querem passar um tempo com o seu neto já que não conseguem vir nos feriados ou em épocas festivas, e as meninas, também aproveitaram e conseguiram tirar umas pequenas férias para viajarem. – Vanessa contava-lhe tudo aquilo bastante rapidamente, Chace pensava que ela finalmente estava a deixa-lo entrar na sua vida, mas na verdade, ela estava mais a dizer que ele deveria, pelo menos nos próximos dias, não aparecer.
Chace: Hum. – Olhou em redor, vendo tudo bastante arrumado e sossegado.
Vanessa: Dois. – Murmurou não querendo ter que lidar constantemente com ele, como se fosse uma praga.
Chace: Fomos amigos um dia; porque te incomodo tanto assim? – Alex parou o que estava a fazer. Sabia que algo dali ia começar, conhecia o olhar de Vanessa; faíscas saltavam e ele não teria a concentração necessária para avaliar aqueles testes.
Vanessa: Não me digas que precisas que te faça um desenho. – Cruzou os braços, e Chace apenas mordia o lábio não entendo ainda aquela história de seu irmão e de Vanessa ter estado com Matt.
Chace: Eu não sou o mau da fita. Somos do mesmo sangue e eu não vou magoá-lo! – Vanessa teve vontade de rir. Conhecia aquele olhar sério; era idêntico ao de Zac, e foi aquele olhar que um dia a enganou, ou pelo menos ela assim pensava.
Vanessa: Palavras e mais palavras, são tão bonitas; mas queres saber que mais? Não acredito em nada do que me dizes. – Deu alguns passos para a frente, e Chace acreditou que ela lhe iria bater, mas ela apenas o queria afugentar.
Chace: Porquê não? – Perguntas óbvias para ela, mas não tanto para ele. Não era Zac, e se eles tinham alguma coisa mal resolvida, era entre eles.
Vanessa: São irmãos e são bastante parecidos. Ele jurou ficar ao meu lado, parecia ter aberto uma guerra com seu pai e depois, simplesmente foi embora. – Alex tinha que admitir que tinha uma pequena pontada de ciúmes quando ela falava em Zac. Podia sentir que ela ainda tinha sentimentos sobre ele, e não era apenas os de ódio como ela tentava mostrar.
Chace: Tu que o abandonaste! – Gritou finalmente não percebendo aquela confusão, apenas viu que Vanessa o olhava indignada.
Vanessa: E mais uma vez o defendes. Tu apenas não fazes a mínima ideia do que falas; admite! – Gritou de volta e Chace se via preso entre a espada e a parede. Era como se dissesse pelo menos o mínimo, tinha que falar de Zac e isso poderia levar até Fred, e seu irmão pediu-lhe para ele ficar de boca fechada, o que não ajudava porque ele apenas queria entender.
Chace: Não vou ficar longe dele. – Disse apenas mostrando a Vanessa que não o podia afastar.
Vanessa: Não passas…
Chace: De um tio? É, eu sei, e estou apenas a fazer o meu papel como tal. – Tentou calar aquela discussão mas Vanessa não deixava tão simples.
Vanessa: Conversa tens muita, mas eu sei que escondes algo. – Chace de imediato baixou o rosto como se por momentos ela pudesse descobrir a verdade sobre seus olhos. – Estudei psicologia demasiado tempo para me deixar enganar por pessoas como tu. Sei ler bastante bem as tuas expressões faciais, a maneira como a tua voz muda quando tocamos nos assunto que não queres falar; és transparente para mim.
Chace: Apenas estás a fazer um grande filme. – Sentiu que o suor o começava também a denunciar, mas ela conseguia ser tão intimidadora. – Eu apenas não tenho mais ninguém. Estou longe da minha família, a minha mulher morreu…
Vanessa: Não jogues as cartas do coitadinho agora. – Afastou-se drasticamente por vezes nem ela mesma se conhecia; aquela frieza não a representava.
Chace: Achas que falar da minha mulher faz de mim um coitado; afinal de contas, o que se passou contigo? – E agora quem lhe tinha lido a mente tinha sido ele, porque era precisamente o que ela se questionava. – Costumavas ser tão amável, compreensível…
Vanessa: E uma burra ingênua…- Interrompeu rudemente. - Foi assim que me engaram; quando eu mais precisei não ouve um Efron que se chegasse á frente, e agora que o meu filho está criado, que eu tenho um trabalho estável e sou casada é que decides dar a cara?
Chace: Eu não soube nada de ti por anos. Encontrar-nos aqui foi uma coincidência. – Disse não mentindo, porque era como se tivesse sido o destino; ele não tinha planejado nada daquilo.
Vanessa: Espero, mas espero mesmo que o teu irmão não tenha nada a ver com isto. – Engoliu seco ao colocar aquela possibilidade e ver a cara com que Chace a tinha encarando. Era como se tivesse tocado no ponto certo.
Riley: Estás aqui! – Falou bem alto interrompendo-os. – Vamos jogar X-Box? Meu pai trouxe-me um novo jogo muito fixe.
Chace: Claro. – Saio com Riley deixando Vanessa a pensar nas últimas coisas que tinha dito; Zac; aquele nome encova pela sua cabeça, e do nada ela apenas começou a sentir-se desconfortável. Não o queria ver, apenas o odiava, e se aquilo era um jogo do loiro, ela não entendia.
Alex: Hey…- Chamou-lhe a atenção mesmo estando detrás dela naquele momento. – Tens que parar de agir como uma maníaca.
Vanessa: É incrível como nem tu consegues ficar do meu lado. – Balançou a cabeça negativamente por não ver nenhum apoio de Alex a seu respeito.
Alex: Eu estou do teu lado. – Tentou tocá-la, mas Vanessa se esquivou; apenas precisava de espaço para si mesma.
Vanessa: Claro que sim, chamando-me de maníaca mostras todo esse imenso amor que tens por mim. – Mostrou bem o sarcasmo em sua voz, não entendendo como Alex não podia-a compreender.
Alex: Apenas…
Vanessa: Sei o que pensas…- Interrompeu, e aquele tom grosso que usava com Chace, usava agora com Alex, que não entendia como ela apenas o via como tão grande inimigo. – Mas tu não entendes o que eu senti naquele dia. Ele foi embora, eu fiquei sem memoria e quando recordei de tudo, ele simplesmente não estava lá...cuidei por anos Riley sozinha. Não foi fácil, principalmente com os estudos; apenas os meus amigos me apoiaram e estiveram do meu lado sempre, e se eu devo algo a alguém, é apenas à eles e a mais ninguém, e tu não me podes vir agora dizer o contrário!
Alex: Apenas não te conheço mais. – A olhou com tristeza tentando entender quem era aquela mulher e o que tinha feito com a sua esposa.
Vanessa: Eu sou o que sou, não mudei. – Tentou não falar alto para não chamar atenção do filho.
Alex: Então me enganaste por estes anos todos? – Deu de ombros não percebendo. – É que eu não acredito nisso; não acredito que sejas essa pessoa tão calculista que aparentes ser.
Vanessa: Quando me olho ao espelho vejo-me a mim mesma. – Brincou com ironia deixando Alex furioso por não o levar a sério.
Alex: Por fora talvez, mas por dentro estás um mostro…
Vanessa: Ok então… – Alex fechou os olhos irritado consigo mesmo; não queria ir tão longe, não era bem aquilo que queria dizer. – Se as coisas são assim, se tens dúvidas sobre alguma coisa, sabes onde fica a porta de saída.
Alex: Estás mesmo a dizer isso? – Perguntou quase sem voz vendo como seu casamento apenas se desmoronava.
Vanessa: Foi o que ouviste. – Deu-lhe as costas deixando uma lágrima escorrer por seu rosto.
Alex: Vou dar um passeio para espairecer. Os teus pais devem estar a chegar e não quero estar com esta cara. – Murmurou saindo batendo a porta com alguma força.

***********

Chace: Ouvir detrás das portas é feio. – Avisou quando viu que Riley voltava a sentar-se no tapete do chão de seu quarto. Tinha dito que iria a cozinha por algo para beber, mas ele nada trazia nas mãos, e apesar de ainda haver um corredor até á sala, Chace podia ouvir os gritos de Alex e Vanessa.
Riley: Não gosto quando eles discutem assim, o pai a ama tanto. – Pegou o comando do jogo mas não o iniciou, apenas encarou seu tio.
Chace: Todos os casais têm as suas brigas, mesmo aqueles que se amam muito. – Sorriu amistosamente porém sentindo-se responsável por aquela situação.
Riley: Mas a minha mãe têm agido de um modo tão raro; ela mandou meu pai para fora de casa… – Olhou o chão tentando não chorar. – Ela nunca tinha feito isso com o pai.
Chace: A tua mãe é a típica mãe urso, que faz de tudo para proteger seu filho. – Ficou do lado do sobrinho batendo de leve seu ombro no dele e o fez levantar o rosto.
Riley: Á motivos para ela se preocupar? – Perguntou tendo também ouvido a discussão entre ele e a sua mãe.
Chace: Fazes muitas perguntas. – Carregou no start tentando desviar as atenções de Riley.
Riley: Não respondeste. – Colocou-se na frente do televisor querendo ouvir o que ele tinha a dizer: a verdade.
Chace: E também és muito inteligente. – Passou a mão pelo rosto cansado; ele já nem sabia o que fazia.
Riley: Sim, eu sou; mas agora a minha resposta. – Cruzou os braços e bateu o pé.
Chace: Sou teu tio e poderás sempre contar comigo, é o que eu te posso dizer… – Deu de ombros e Riley não assentou muito bem aquela resposta. – Eu tenho um filho e por isso compreendo a necessidade da tua mãe te proteger; e falando nisso, tenho a certeza de que Mikael um dia gostará de conhecer o seu primo também.
Riley: É, eu também gostaria de o conhecer. – Colocou-se na outra ponta olhando seu tio. – Quando posso?
Chace: Quando quiseres.
Riley: Como sabes, os meus avós virão e as amigas da minha mãe também. Para mim elas são como minhas tias; o que quero dizer é que a família se vai reunir, e podias aparecer com o meu sobrinho. – Sorriu encantado com a ideia.
Chace: Não acho assim uma boa ideia para ser honesto…
Vanessa: Nem eu. – Entrou fazendo ambos a olharem seriamente.
Riley: Se colocasses escutas no quarto era tudo mais fácil. – Vanessa controlou-se para não bater no filho naquele momento; ele andava tão respondão.
Vanessa: Eu apenas vim vos trazer algo para comerem. – Pousou a bandeja.
Riley: Eu quero conhecer o filho de Chace. Ele é da família, eu quero que os avós fiquem a saber quem ele é, e eles vêm cá tão pouco…
Vanessa: Ok; se quiseres vir ao jantar, podes aparecer. – Disse apenas para Chace, que se surpreendeu com atitude da morena, mas via como ela estava exausta.
Chace: Na verdade, eu tenho coisas combinadas. – Vanessa sorriu frustrada.
Vanessa: Tão, mas tão típico. Primeiro querem tudo, e quando se abre a porta, apenas se negam a entrar. – Mais uma vez ela via como seu filho a veria como a má da fita, mas desta vez ela tentou fazer o que ele achava que era correto, porque ultimamente, a opinião de Vanessa não valia assim tanto para seu filho.
Chace: Não posso vir mesmo a hora do jantar, mas sim um pouco mais tarde. – Tentou encontrar uma abertura em seu horário rapidamente tentando também dar alguma moral para Vanessa.
Riley: Obrigado. – Abraçou seu tio e Vanessa não compreendia porque ela não merecia mais aqueles abraços.
Chace: Agora tenho que ir; obrigada pelo lanche mas o meu pequeno espera o pai. – Sorriu para Vanessa mas está nenhuma expressão lhe mostrou de volta.
Riley: Manda um abraço ao Fred, á muito tempo que não o vejo. – Chace acenou afirmativamente com a cabeça seguindo Vanessa até á saída.
Chace: Obrigado pelo convite. – Levantou a mão, mas ela não pegou.
Vanessa: Apenas fazendo as vontades de meu filho. – Falou não dando muita importância nem querendo dar o braço a torcer.
Chace: De qualquer modo agradeço.

»»»»»»»»»»

Eric: Essa flor é muito bonita. – A encarou suspirando como um adolescente apaixonado.
Ryan: Tenho a certeza que Kim vai gostar. – Eric o encarou de sorriso no rosto.
Eric: Como sabes? – Levantou uma das sobrancelha tentando perceber se era assim tão obvio o seu encantamento pela empregada de Zac.
Ryan: Não é muito difícil de entender. – Explicou dando de ombros, e achando que apesar de Eric já ter sido um mulherengo, poderia naqueles dias fazer Kim feliz, e ele importava-se muito com ela; era como uma segunda mãe, mas parecia que quase toda a gente naquela casa a via assim, Chace e Zac.
Eric: Como tu com Maika. – Ryan mostrou-se tímido ao ouvir o nome da loira.
Ryan: Não existe nada entre mim e ela. – Falou com certa tristeza; a única coisa que ela fazia era desprezá-lo.
Eric: Porque ela não quer. – Bateu de leve nas costas do jovem tentando levantar seu animo.
Ryan: É, está completamente apaixonada pelo senhor Zac. – Não entendia aquele amor que Maika apenas tinha por Zac; parecia-se mais como uma mera obsessão.
Zac: Hey pessoal; do que falam? – Interrompeu entrando na cozinha para buscar água.
Eric: Que está muito calor e devias tirar esse capuz. – Avisou não podendo como sempre ver o mínimo do rosto do amigo.
Zac: Vou dar uma festa aqui em casa. – Falou de costas para ambos que se encararam.
Eric: O quê? – Zac não precisava estar de frente para eles para entender o espanto.
Ryan: Eu ouvi bem? – Eric não sabia se podia confirmar aquilo. Parecia ter sido uma alucinação auditiva em conjunto, apenas porque Zac nunca faria aquilo; ele escondia-se, não deixava qualquer um entrar na sua casa e agora falava em encher a mesma com pessoas.
Zac: Uma festa de mascaras, estão todos convidados. – Agora Eric entendia um pouco mais a situação, mas mesmo assim era uma atitude estranha vinda dele.
Chace: Principalmente a Vanessa, certo? – Sua voz zangada fez eco naquele lugar.
Eric: Bem estava de saída; tenho que ir ter com os meus filhos. – Falou ao perceber que estava ali a mais.
Chace: Depois voltas? – Zac mantinha-se no seu canto sabendo que aquela conversa com Chace ainda não tinha terminado.
Eric: Claro que terei a segunda refeição com a minha segunda família. – Abraçou um irmão de cada vez e foi puxando Ryan pelo braço.
Chace: Tu também Ryan. – Aquilo não era bem um pedido, era uma ordem. Ele não tinha ninguém e não o queria deixar sozinho; todos que viviam ali já estavam muito unidos.
Ryan: Ok. – Teve apenas tempo de dizer antes que Eric o tirasse completamente dali.
Chace: Os pais da Vanessa vêm visitá-la. – Zac tirou o capuz; de verdade estava calor naquele dia.
Zac: E o que é que eu tenho a ver com isso? – Tentava entender porque vinha ali um sermão de seu irmão.
Chace: Ela convidou-me para lhes apresentar o Mikael. – Explicou ficando separado de Zac pela bancada.
Zac: Boa, maninho. Estás a fazer progressos. – Ergueu o copo fazendo um brinde consigo mesmo.
Chace: Mas não sei se os melhores. – Coçou a cabeça mostrando que estava preocupado.
Zac: Os pais de Vanessa até são boas pessoas…
Chace: Ela têm discutido com o marido, e muito. Eu não quero ser a causa do fim daquele casamento. – Aproximou-se de Zac colocando fortemente as suas mãos em seus ombros.
Zac: E não vais ser. – Pegou o rosto de Chace fazendo o que ele nunca fazia: encará-lo.
Chace: Vais fazer teu filho sofrer. – Não entendia se Zac tinha simplesmente ganhando autoestima naqueles dias ou o que se estava a passar.
Zac: Para de dizer asneiras e vai trocar de roupa. – Deu de ombros não dando tanta importância assim á situação.
Chace: Para quando é essa festa? – Sabia que Zac tinha algum plano, e temia mesmo não sabendo o que era.
Zac: Ainda estou a preparar tudo. – Pediu paciência para Chace com aquele sorriso que ele conhecia de antigamente, cheio de egoísmo.
Chace: Só espero que saibas o que faças. – Pedia para que seu irmão não estragasse tudo. Sabia que Zac tinha raiva de Vanessa, mas eles ainda podiam ter uma conversa como dois adultos que são deviam ter.
Zac: Apenas quero conhecer esse Alex melhor.

(S2S2S2S2S2S2S2S2S2S2)

Hey girls, o que acharam? Também estou chocada com a Vanessa brigando com o Alex. E essa festa? Estou tão curiosa quanto vocês para saber como será. O capítulo foi feito pela Margarida e eu, Thata, posso jurar que não tenho ideia do que virá. HAHAHA. Bem, eu tenho uma pergunta pra fazer: Vocês ficam com dúvidas durante os capítulos? Tipo, a Margarida é de Portugal e as vezes eu mesma me confundo com algumas coisas que ela fala... Se vocês, leitoras, não entendem alguma parte do capítulo, sintam-se livres para perguntar nos comentários nem que seja em anônimo e nós vamos responder. Bem, queremos agradecer aos cometários por escrito e aos que carregaram nos pequenos quadrados. Esperamos que gostem desse capítulo também.
Xx

sexta-feira, 20 de março de 2015

Capítulo 11

Alex: Relaxe, estás muito nervosa. – Disse tentando massagear os ombros morenos. – Ele não vai mordê-lo.
Vanessa: Queria que o fizesse, assim, eu poderia pegar Riley e ir embora. – Bufou. – O que será que eles tanto conversam?
Alex: Não sei, mas com certeza não é sobre o pai dele.  – Vanessa o encarou.  – O que foi?
Vanessa: Como podes saber? Tens ouvido biônico?
Alex: Ele te prometeu que não falaria, não foi mesmo? – Questionou respirando fundo. Sabia que ela estava nervosa e que logo mais a noite pediria desculpas por ser tão grosseira.
Vanessa: E você acreditou? – Cruzou os braços. – Eu não confio nele e nem naquela família.
Alex: Eu sei e até concordo, mas não sejas tão dura com ele; não na frente de Riley.
Vanessa: Eu só quero protegê-lo.
Alex: Sei disso, e acredite, estás fazendo um ótimo trabalho, como sempre. – A beijou delicadamente. – Mas não acho que será saudável para Riley ver o tio como um inimigo da própria mãe. Ele pode se sentir pressionado a escolher alguém, você deve saber.
Vanessa: Certo, não me distraia. – Pediu olhando ao redor. – Onde estão?
Chace: Bem atrás de vocês. – Riu e Riley o acompanhou saindo de trás da árvore. –Queria saber se posso levá-lo para tomar sorvete. Está um pouco quente e...
Vanessa: Não prefere deixar para outro dia? – Sorriu olhando o filho. – Ele já deve estar cansado.
Riley: Queria tomar sorvete, mamãe. A senhora não está com calor? – O pequeno questionou enxugando a testa com a manga da camisa.
Alex: Podemos ir todos à uma sorveteria que tem aqui perto. – Sugeriu e logo recebeu um olhar duro da esposa. – Ou eu poderia ir e trazer o sorvete em vasilhas. – Sorriu se desculpando.
Vanessa: Acho bem melhor essa ideia.
Chace: Então esperamos vocês aqui.
Vanessa: Eu não disse que ia.
Chace: O que você acha que eu vou fazer? Raptá-lo?
Vanessa: Não duvidaria.
Alex: Filho, vamos ali comigo? Quero te mostrar uma coisa. – Riley concordou de mau grado e logo os dois se afastaram.
Chace: Estás sendo imatura. Se eu quisesse fazer algo com ele, já tinha feito.
Vanessa: Eu sou mãe e sei o que é melhor para o meu filho.
Chace: Também tenho um filho, Vanessa, e sei como se sente. Achei que éramos amigos.
Vanessa: Você é irmão...
Chace: Irmão, não sou ele. – Bufou. – Olha, você precisa confiar em mim. Eu só quero conhecer o meu sobrinho. Se quiser, na próxima deixo você com o meu filho e assim ficamos quites.
Vanessa: Não sei se haverá próxima.
Chace: Você mesma sugeriu. – Sorriu. – Vamos, me deixe ir tomar sorvete com ele. Não demoro mais do que cinco minutos e vocês podem ir pra casa.
Vanessa: Tudo bem. – Concordou de cara amarrada. – Mas é bom que traga mesmo o seu filho na próxima vez, e será no lugar que eu escolher.
Chace: Trato feito. – Sorriu e ela bufou.

Vanessa chamou o marido e o filho e em seguida se despediram vendo Chace e Riley atravessando a rua de mãos dadas.

Riley: Minha mãe não gosta muito de ti. – Falou observando a rua de pedra.
Chace: Sim, eu percebi.
Riley: Não entendo. Você é legal comigo e com ela e o pai. – Sorriu. – Quem deveria ter ciumes era o pai. Você é bonito e simpático.
Chace: Ele deve saber que ela o ama, e na verdade, sua mãe tem ciumes de ti comigo.
Riley: Porquê? – Questionou confuso.
Chace: Homens se dão melhor com homens e bem, ela deve se sentir excluída da sua vida. – Disse entrando na sorveteria. – Você me disse que ela não sabe da sua admiração pela professora.
Riley: Amor. – Corrigiu.
Chace: Isso, amor. – Disse e se aproximou do balcão. – Qual o seu sabor preferido?
Riley: Limão com chocolate.
Chace: Sério? – Sorriu admirado. – O do teu pa... digo, o de um amigo meu também.
Riley: E o Fred, como está?
Chace: Vai bem. Você gostou dele?
Riley: Sim, muito. Ele me parece ser um cara legal.
Chace: E ele é. Também gostou muito de você e quer saber quando você vai vê-lo.
Riley: Isso minha mãe que sabe. – Sorriu se lambuzando com o sorvete.
Chace: Está gostando?
Riley: Sim, obrigada. Mas eu não entendo uma coisa. Porquê me fez todas aquelas perguntas?
Chace: Apenas quero conhecer você.
Riley: E porquê?
Chace: Você me parece um menino interessante, só isso. – Se levantou. – Vamos, sua mãe já deve está preocupada.

Chace pagou a conta e eles voltaram para o parque que tinham passado grande parte da tarde.

Vanessa: Acho que já está na hora de irmos. –Falou assim que eles se aproximaram. –Seu pai tem tarefas para corrigir.
Chace: Nos vemos no próximo passeio então. A propósito, quando será?
Vanessa: Eu ligo marcando a data.
Chace: Estarei esperando. – Sorriu e se abaixou para ficar na altura do menino. – Nos vemos em breve.
Riley: Sim, e quem sabe, você não vai lá em casa depois e eu te mostro minha coleção de livros?!
Vanessa: Riley!
Alex: Seria uma boa ideia para ficarmos todos juntos. – Olhou para a esposa. – Vamos?
Riley: Tchau, tio Chace. – Fizeram um toque de mão e Vanessa gelou.
Vanessa: Vamos, Riley. – Puxou a mão do menino até o carro.

[...]

Chace: Família, cheguei. – Anunciou rindo e indo em direção ao irmão.
Zac: Achei que tinha se perdido no caminho. – Brincou e embalou o sobrinho.
Chace: Sou loiro, mas não burro. – Sorriu. – Está dormindo à muito tempo?
Zac: Não, acabou por adormecer. – Disse colocando Mikael no berço. – E então, como foi?
Chace: Bem tenso. Vanessa está irredutível, mas o Alex sabe controlá-la muito bem.
Zac: E meu filho? – Perguntou respirando fundo; era a segunda vez que Chace pronunciava o nome do outro.
Chace: É muito fechado e preso ao mundo de fantasias. – Sorriu lembrando-se das histórias que ele tinha contado. – Falou mais sobre os livros do que dele mesmo.
Zac: Ele respondeu as perguntas?
Chace: Sim, e até estranhou o porque de eu tê-las escrito num papel.
Zac: E então, quais são as respostas?
Chace: Posso tomar um banho primeiro? – Perguntou querendo deixar o irmão curioso. Chace estava disposto a fazer Zac interagir mais com o filho, Vanessa querendo ou não; e talvez assim, Zac veria como o menino era apegado a mãe e também precisava dela. – Prometo que depois te contarei todos os detalhes dessa tarde.
Zac: Tenho escolha? – Suspirou. – Não demores.
Chace: Claro, claro. Podes pedir para Kim me preparar algo para comer?

[...]

Alex: Querida, vai acabar fazendo um buraco no chão desse jeito. – Sorriu e ela o encarou.
Vanessa: Eu quero saber o que eles tanto conversaram mas ele não me diz. – Sentou-se na cama com as mãos na cabeça. – E ele o chamou de "tio", tu ouviste. – Suspirou. – Será que ele contou e meu filho está contra mim?
Alex: Você está se martirizando atoa. Riley só pediu para jantar no quarto, o que tem de mau nisso?
Vanessa: Ele não costuma fazer isso.
Alex: Apenas está cansado. Fazia tempos que não passava tanto tempo sem a companhia de um livro. Na verdade, acho que nunca o vi brincando ao ar livre.
Vanessa: Fale com ele, por favor. Ele conversa mais com você do que comigo. – Pediu enciumada.
Alex: Podemos fazer isso juntos, mas você também poderia fazer isso sozinha. Leve um copo com chocolate quente e pergunte o que ele achou do dia. Só não sejas tão dura com ele.
Vanessa: Odeio quando tentas me ensinar a lidar com meu filho.
Alex: Não estou tentando te ensinar nada, só estou te dizendo como eu faria para me aproximar dele sem pressioná-lo. – Bufou. – Você está muito estressada ultimamente. Não achas melhor voltar a vê seu psicólogo?
Vanessa: Não tenho tempo de cuidar de meus pacientes, quanto mais de mim mesma. – Se levantou. – Vou ter com meu filho. Não precisa me esperar acordado. – Avisou saindo do quarto.

Sabia que Alex queria ajudá-la, mas não aceitava a ideia de que alguém sabia mais a respeito de Riley do que ela mesma. Foi até a cozinha para preparar o chocolate quente e se assustou ao ver o filho ao telefone.

Riley: Sim, eu li esse. – Sorriu. – Não me conte o final, eu ainda não cheguei nessa parte. – Gargalhou. – Ah não, eu odeio você. – Riu e Vanessa já estava nervosa. Pelas horas, ele já deveria estar na cama. Desceu o resto das escadas e se posicionou atrás do sofá. – Ahn, eu preciso desligar. Nos vemos depois. – Colocou o telefone no gancho e olhou desconfiado para a mãe.
Vanessa: Posso saber com quem você conversava tão alegremente? – Perguntou sentando-se ao lado dele.
Riley: Não era ninguém importante. Vou me deitar, boa noite.
Vanessa: Espere, não suba ainda. Quero conversar com você. – Disse indo até a cozinha e ele a seguiu. – Quer chocolate quente? – Ele negou com a cabeça. – Eu sim. Então, me diga: quem era? Não ouvi o telefone tocar.
Riley: Um amigo da escola.
Vanessa: A essa hora? Ele já deveria está dormindo, assim como você. – Ele nada disse. – Me conte a verdade. Para quem você ligou?
Riley: Para Chace. – Suspirou e Vanessa arregalou os olhos.
Vanessa: Você mexeu na minha bolsa?
Riley: Não, claro que não.
Vanessa: Então como descobriu o telefone dele?
Riley: Ele me deu um cartão com o número quando estávamos no parque.
Vanessa: E sobre o que conversaram? Vocês pareciam muito a vontade.
Riley: Ele me fez perguntas e eu respondi. – Bocejou.
Vanessa: E o que ele falou pra você?
Riley: Muitas coisas.
Vanessa: Que tipo de coisas?
Riley: O que gosta de fazer, de comer, do filho e de ler. Acredita que ele já foi em Londres na casa do Sherlock? – Vanessa riu.
Vanessa: Só falaram sobre isso?
Riley: Ele tinha uma lista de perguntas que eu tive que responder.
Vanessa: Lista? – Perguntou desconfiada. Chace iria explicar sobre isso depois.
Riley: Sim.
Vanessa: E quais eram essas perguntas?
Riley: Várias. O que eu gostava de fazer, de beber, quem eram meus amigos, com quantos anos eu falei, qual foi minha primeira palavra, quando meu primeiro dente caiu, quando andei pela primeira vez, sobre você e o papai.
Vanessa: E você respondeu?
Riley: As que eu sabia, sim. – Bocejou. – Posso dormir?
Vanessa: Sim, já passou da hora. – O menino levantou e a abraçou antes de lhe dar um beijo no rosto. – Me responda só mais uma coisa: Porquê o chamou de tio?
Riley: Não sei bem, foi coisa do momento. Boa noite, mamãe. Amo-te.
Vanessa: Boa noite, Riley. Da próxima vez que quiser ligar para alguém, pergunte para mim ou para seu pai primeiro, ouviu? – Ele concordou com a cabeça e ela o beijou na face. – Amo-te, boa noite.


(S2S2S2S2S2S2S2S2)
Certo aqui está mais um capítulo como o Dia e a Noite este foi feito pela Thata e ambas esperamos que gostem, agradecemos a quem comenta nos pequenos quadrados ou por escrito sempre bom saber o que estão achar da historia principalmente desta que esteve parada por bastante tempo e quem não segui a primeira temporada não vai entender a segunda então aconselhava se alguém não viu a !º parte melhor dar umas espreitadela-la para entender melhor o contesto da historia =)


sábado, 28 de fevereiro de 2015

Capítulo 10

Uma semana tinha-se passado Vanessa sentia Alex tão distante de si, tinha entendido que desta vez tinha mesmo magoado os seus sentimentos, que ele era um ótimo pai e que como tal devia dar lhe mais ouvidos quando se tratava do filho; não ser tão dura com aquela relação de mãe e filho.

Vanessa: Hey. – Cumprimentou de sorriso no rosto.
Alex: Olá. – Sentou se exausto no sofá.
Vanessa: Como foi o teu dia? – Sentou se do lado dele tirando lhe os sapatos.
Alex: Cansativo…- A olhou e suspirou. – Estou com saudades tuas; sei que fui eu que me afastei mas estava magoado.
Vanessa: Eu fui idiota ainda o sou…- Deitou a cabeça no peito dele. – Eu falei com Chace e disse que se Riley concordasse poderiam se ver, mas com a nossa supervisão. Estava á tua espera para falar com Riley sobre tudo isto. – Alex sorriu.
Alex: Pode parecer estupido mas estou muito feliz por me teres tanto em consideração sobre este assunto.  – Vanessa levantou a cabeça e o olhou.
Vanessa: Aceitaste o meu passado, aceitas quem eu sou e ainda o meu filho; sempre foste um pai para ele e sempre o serás porque é assim que ele te vê e eu fico feliz por seres o seu exemplo. Tu és um grande homem, amável, romântico, trabalhador, carinhoso…e desde que te conheci que sempre te preocupaste por nada, eu amo te, amo te muito. – Abraçou o apertando bem a seu corpo.
Riley: O que se passa? – Olhou estranho para os pais, eles mostravam carinho á sua frente mas ultimamente andavam tão estranhos um com o outro que o pequeno não entendia.
Vanessa: Anda aqui…- Esticou a mão dando espaço no sofá. – Nós temos que falar.
(»»»»)
Zac: Então finalmente ela deu te autorização? - Perguntou estupefacto pelo motivo que não entendia o porque dessa autorização ter demorado tanto.
Chace: Alex e Vanessa vão estar lá, mas é normal….
Zac: Podias não me dizer o nome dele? – Referiu se a Alex, a ideia de ela estar casada o irritava e muito.
Chace: Podias-me explicar porque Vanessa acha que tu abandonaste? Quer dizer, faz sentido pois depois do fogo na escola tu desapareceste.
Zac: Tu sabes os meus motivos…ela estava com Matt e a minha cara ficou assim. – Apontou para o próprio rosto e bufou.
Chace: De qualquer modo podias tentar ter mantido um certo contacto…
Zac: Minha cabeça não estava a fazer muito sentido naquela altura. – Encostou se á parede abrindo a cortina queria apreciar um pouco da lua.
Chace: Mas tantos anos se passaram…
Zac: Acho que fiquei demasiado focado em mim na minha vida, mas eu não queria pensar na Vanessa, sempre que o fazia relembrava o beijo entre ela e Matt. – Suspirou fechando os olhos.
Chace: Acho que ela devia parar de te chamar de Fred, devias contar a verdade. – Aconselhou vendo que a história entre aqueles dois, era do mais confuso que podia haver.
Zac: Ainda não meu irmão, cedo demais. – Disse e Chace logo se preocupou ao perceber que no fundo ele tinha um plano.
Chace: Qual é a tua ideia?
Zac: Muito obvio: recuperar o meu rosto e levar Vanessa ao tribunal; eu quero total custódia do meu filho. – Olhou o irmão friamente. – Ela magoou me na altura mais dura da minha vida e eu nunca a vou perdoar.
Chace: Não abras uma guerra á mãe do teu filho. – Sua voz era quase como se implorasse.
Zac: Meu irmão ela está aberta dês do momento em que seus lábios tocaram o do nosso primo.
S2S2S2S2S2S2S2
Olá, como estão? Mais uma vez, é a Thata aqui. Margarida está com dores na garganta e eu vim postar no seu lugar. Esse capítulo é o último do estoque dela e o próximo eu escrevi e está um pouco comprido comparado há esses. Quem me conhece dos blogues sabe como eu sou exagerada hahaha. Bem, aproveitem, comentem e divulguem a fic.
Xx